O governo dos Estados Unidos anunciou novas sanções contra as exchanges de criptomoedas Garantex e Grinex, acusadas de facilitar transações ilícitas avaliadas em mais de 100 milhões de dólares. As plataformas são apontadas como peças-chave no ecossistema de cibercrime, servindo para movimentar fundos de grupos de ransomware e outros atores maliciosos.
Segundo o Departamento do Tesouro, a Grinex foi criada para substituir a Garantex após esta ter sido alvo de restrições e apreensões de ativos no início de 2025. Mesmo após a interrupção oficial das operações da primeira plataforma, a sucessora rapidamente assumiu sua base de clientes e manteve o fluxo de transações, garantindo continuidade às atividades ilícitas. As autoridades afirmam que ambas as exchanges desempenharam papel central no suporte financeiro a grupos de ransomware, permitindo a lavagem de fundos obtidos em ataques a empresas e governos. Essa conexão direta com cibercriminosos reforça a preocupação global com o uso de criptomoedas como mecanismo para viabilizar golpes digitais e extorsões.
Além das exchanges, foram sancionados executivos e empresas vinculadas, incluindo instituições financeiras de fachada responsáveis por sustentar o ecossistema de evasão. Entre os alvos, está o token A7A5, lastreado em rublos, que movimentou mais de 51 bilhões de dólares em transações e foi identificado como ferramenta para contornar sanções e ocultar rastros de cibercrimes. O subsecretário do Tesouro, John K. Hurley, destacou que a medida busca proteger a integridade da indústria de criptoativos, reforçando que ela não pode ser usada como refúgio para cibercriminosos. Ele ressaltou ainda que a resposta firme dos EUA demonstra que redes criminosas que exploram o ciberespaço não terão espaço para operar livremente.



