Sites WordPress se tornam vetores de sequestro via malware

Uma campanha de cibercrime em larga escala, identificada como ShadowCaptcha, está explorando sites WordPress comprometidos para distribuir malware, incluindo ransomware, ladrões de informações e mineradores de criptomoedas. Mais de 100 sites já foram afetados em diversos países, incluindo o Brasil.

O ataque começa com a inserção de scripts maliciosos nos sites, que redirecionam visitantes para páginas falsas de verificação CAPTCHA. Nessas páginas, os criminosos usam engenharia social para convencer o usuário a executar comandos maliciosos, seguindo instruções apresentadas como se fossem parte de um processo legítimo. A campanha utiliza a técnica conhecida como ClickFix, que guia a vítima a interagir com recursos nativos do sistema, como o diálogo “Executar” do Windows ou a execução de arquivos HTA (HTML Application), para instalar cargas maliciosas. Os payloads incluem ladrões de informações, como Lumma e Rhadamanthys, que capturam dados sensíveis do navegador e credenciais, além do ransomware Epsilon Red, que criptografa arquivos e exige pagamento para liberação.

Em alguns casos, o malware também instala o minerador XMRig, que utiliza o processamento da máquina para gerar criptomoedas para os atacantes. O código malicioso também copia automaticamente comandos para a área de transferência do usuário, sem interação explícita, aumentando a chance de execução involuntária. Técnicas adicionais incluem ofuscação de JavaScript, bloqueio de ferramentas de desenvolvedor do navegador e uso de bibliotecas legítimas para mascarar a atividade maliciosa. Os criminosos demonstram sofisticação ao empregar mecanismos para alterar remotamente configurações do minerador via Pastebin, além de instalar drivers vulneráveis para obter acesso ao nível de kernel e melhorar o desempenho da mineração. A maioria dos sites comprometidos pertence a empresas dos setores de tecnologia, saúde, jurídico, hospitalidade e imobiliário, com maior incidência na Austrália, Brasil, Itália, Canadá, Colômbia e Israel. As causas exatas da invasão ainda não foram confirmadas, mas há indícios do uso de plugins vulneráveis e credenciais administrativas comprometidas para obter acesso aos painéis do WordPress.

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