CrowdStrike compra Pangea e lança categoria de segurança AIDR para proteger a IA corporativa

A CrowdStrike (NASDAQ:CRWD), gigante da cibersegurança avaliada em US$ 111 bilhões, anunciou a aquisição da Pangea, empresa especializada em segurança de inteligência artificial. O objetivo é expandir a plataforma Falcon e lançar a primeira solução completa do setor para Detecção e Resposta de IA (AIDR), protegendo dados, modelos, agentes, identidades, infraestrutura e interações em todo o ciclo de vida da tecnologia.

Segundo o CEO George Kurtz, “a IA está reescrevendo a superfície de ataque empresarial”, transformando cada comando em possível porta de entrada para cibercriminosos. A tecnologia da Pangea deve reforçar a proteção contra ataques de injeção de prompt, com eficácia declarada de 99% e latência abaixo de 30ms, além de trazer ferramentas de governança e controle no uso corporativo da IA.

A CrowdStrike, referência em Endpoint Detection and Response (EDR), agora aplica sua experiência ao ecossistema de IA, buscando evitar vazamento de dados e mitigar ameaças em ambientes críticos. Oliver Friedrichs, CEO da Pangea, afirmou que a missão da empresa sempre foi garantir uma adoção de IA segura e transparente.

Embora os termos financeiros não tenham sido divulgados, a compra reforça a estratégia de crescimento da CrowdStrike, que já superou metas financeiras recentes, elevou sua projeção para 2026 e mantém parcerias com gigantes como AWS, Intel, Meta, NVIDIA e Salesforce. A companhia também lançou, em conjunto com a Meta, o CyberSOCEval, benchmark para avaliar sistemas de IA em operações reais. Analistas seguem otimistas, projetando avanço de 21% na receita do próximo ano.

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