Ataques cibernéticos causam prejuízo recorde de €300 bi à economia alemã

Ataques cibernéticos custaram à economia alemã cerca de 300 bilhões de euros em 2024, segundo pesquisa divulgada pela associação digital Bitkom. O estudo, que entrevistou mais de mil empresas, revelou que a origem dos ataques deixou de ser predominantemente criminosa e passou a envolver cada vez mais agências de inteligência estrangeiras.

Quase metade das companhias que conseguiram identificar a fonte dos incidentes rastrearam os ataques a Rússia e China, enquanto um quarto apontou para países da União Europeia ou para os Estados Unidos. Para Ralf Wintergerst, presidente da Bitkom, os dados evidenciam o impacto da disputa geopolítica global, intensificada após a invasão russa da Ucrânia em 2022, que ampliou o cenário de hostilidade digital.

O relatório mostra que o ransomware foi a ameaça mais frequente: 34% das empresas foram alvo desse tipo de ataque em 2024, contra apenas 12% em 2022. Uma em cada sete vítimas admitiu ter pago resgate para recuperar seus dados. Embora grandes corporações demonstrem maior preparo, pequenas e médias empresas seguem vulneráveis, apesar de representarem a espinha dorsal da economia alemã.

Do total de perdas, estimadas em 289,2 bilhões de euros, a maior parte decorre de interrupções na produção e de roubos, mas também houve custos significativos com processos legais e medidas de recuperação. Autoridades de segurança alertaram ainda para a aproximação entre cibercrime e ciberespionagem, já que atores estatais frequentemente utilizam credenciais obtidas por criminosos na dark web, explorando sua infraestrutura para fins estratégicos.

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