Japão exigirá padrões rígidos de cibersegurança para subsidiar fábricas de chips

O Ministério da Economia, Comércio e Indústria do Japão (METI) desenvolveu novas Diretrizes de Segurança de Tecnologia Operacional (OT) para fábricas de semicondutores, que devem se tornar obrigatórias para empresas que solicitem subsídios governamentais a partir do ano fiscal de 2026. A proposta busca elevar a resiliência cibernética de um setor vital para a segurança econômica e tecnológica do país.

As regras abrangem ambientes de TI e OT, responsáveis pelo controle direto dos equipamentos de produção, e cobrem cinco áreas críticas das operações fabris. Entre as medidas previstas estão controles de acesso mais rígidos, com permissões definidas por função, restringindo o uso de sistemas sensíveis a pessoal autorizado. A criptografia de dados de P&D e arquivos de projeto também deverá ser mandatória, protegendo a propriedade intelectual diante do aumento de ataques sofisticados.

Esse movimento deveria servir de referência para o Brasil, que busca fortalecer sua indústria de semicondutores e ampliar sua autonomia tecnológica. A adoção de diretrizes semelhantes elevaria o nível de proteção das fábricas nacionais, reduziria vulnerabilidades estratégicas e alinharia o país às melhores práticas internacionais de segurança cibernética industrial.

Outro ponto essencial é o monitoramento contínuo de ameaças, com sistemas de detecção de intrusão capazes de identificar rapidamente atividades suspeitas, inclusive ações de malwares avançados ou grupos patrocinados por Estados. As diretrizes ainda exigem segmentação das redes industriais segundo o modelo Purdue da norma IEC 62443, separando ambientes de TI, OT e zonas intermediárias para reduzir riscos de invasão.

As fábricas também terão de adotar processos estruturados de gestão de vulnerabilidades e manter planos robustos de continuidade operacional para reduzir impactos de incidentes. Para o Japão, a política reforça a cadeia de suprimentos de chips e protege tecnologias de alto valor, associando subsídios públicos a padrões rígidos de segurança.

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