Um ataque DDoS sem precedentes alcançou a marca de 29,7 terabits por segundo (Tbps), tornando-se o maior já registrado na história da internet. A ofensiva, que teve como alvo empresas de infraestrutura digital, foi atribuída a uma botnet identificada como Aisuru, responsável por uma série de ataques coordenados observados ao longo de 2025.
De acordo com especialistas em cibersegurança, a botnet Aisuru utilizou uma combinação massiva de dispositivos comprometidos conectados à internet, incluindo câmeras IP, roteadores e outros equipamentos IoT vulneráveis, para gerar tráfego em altíssimo volume. O ataque, detectado e mitigado por provedores globais, visava infraestruturas de entrega de conteúdo (CDNs) e provedores de nuvem. O pico de 29,7 Tbps representa um aumento significativo em relação ao recorde anterior, cerca de 26 Tbps, e demonstra a escalada contínua na capacidade de botnets modernas. A Aisuru conseguiu orquestrar esse volume graças a melhorias em automação, largura de banda disponível e uso de técnicas de amplificação de tráfego. Especialistas observam que a ofensiva foi executada com alta sofisticação, usando múltiplos vetores de ataque, como SYN floods, UDP floods e fragmentação de pacotes, com mudanças de padrão para dificultar a mitigação em tempo real. Isso exige defesas distribuídas e atualizadas constantemente para resistir a ataques de tamanha magnitude.
As empresas atingidas não foram oficialmente nomeadas, mas fontes do setor confirmam que o ataque causou instabilidade temporária em serviços de grande escala, afetando principalmente regiões da América do Norte e da Europa. Em alguns casos, usuários relataram lentidão ou falhas de acesso a plataformas de streaming e sites de comércio eletrônico. A origem da botnet Aisuru ainda está sob investigação, mas indícios apontam para uma operação com base em diferentes países e infraestrutura descentralizada, dificultando sua neutralização. O nome Aisuru vem sendo usado para descrever uma campanha ativa que se aproveita de vulnerabilidades não corrigidas em dispositivos de consumo.



