BTG Pactual sofre ataque cibernético e suspende Pix

O BTG Pactual suspendeu as operações via Pix no último domingo, 22 de março, após identificar um ataque cibernético e detectar “atividades atípicas relacionadas ao Pix”, segundo nota enviada pelo banco. A instituição afirmou que a interrupção foi adotada como medida de precaução enquanto apura o caso.

Na comunicação divulgada à imprensa, o banco disse que não houve acesso a contas de clientes e que nenhum dado de correntista foi exposto. Essa distinção ajuda a enquadrar o episódio mais como um incidente operacional ligado ao fluxo do Pix do que como um vazamento de dados bancários tradicionais.

A apuração publicada por veículos de imprensa indica que o ataque teria envolvido desvio de recursos ligados ao Pix. Segundo relato reproduzido por sites de economia, o valor inicialmente afetado seria de cerca de R$ 100 milhões, embora parte relevante dos recursos já tivesse sido recuperada ao longo do dia. Ainda de acordo com essa apuração, na tarde de domingo restariam entre R$ 20 milhões e R$ 40 milhões a serem recuperados.

O BTG, porém, não confirmou publicamente cifras nem detalhou o mecanismo usado no ataque, limitando-se a reconhecer as irregularidades nas transações e a suspensão preventiva do serviço. Outro ponto relevante é que os relatos indicam que os valores atingidos não seriam das contas dos clientes, mas de recursos vinculados à operação do Pix mantidos pelo banco. Isso reduz o impacto direto sobre correntistas, mas mantém elevada a gravidade do incidente sob o ponto de vista operacional e de confiança no serviço.

A cobertura também aponta que os primeiros alertas sobre o problema surgiram nas primeiras horas da manhã de ontem. O caso recoloca em evidência a segurança das estruturas que sustentam pagamentos instantâneos, especialmente quando instituições financeiras precisam interromper um serviço que opera de forma contínua e em larga escala.

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