Google processa rede chinesa por usar Gemini em golpes de phishing

O Google entrou com uma ação judicial contra uma rede de cibercrime baseada na China acusada de usar o Gemini para ampliar campanhas de phishing e golpes por mensagens contra consumidores nos Estados Unidos.

O grupo, identificado como Outsider Enterprise, operava uma estrutura de phishing como serviço, oferecendo a criminosos kits prontos para criar páginas falsas, automatizar fraudes e imitar marcas conhecidas.

Segundo a denúncia, a rede mantinha canais no Telegram para coordenar afiliados e distribuir ferramentas de golpe. Os kits permitiam simular páginas do Google, YouTube, USPS, instituições financeiras, departamentos estaduais de veículos, serviços de pedágio e outras organizações confiáveis.

O diferencial do caso está no uso de IA generativa para acelerar a criação da infraestrutura fraudulenta. Integrantes do grupo teriam incentivado o uso do Gemini para gerar código personalizado para sites de phishing, depois incorporado ao conjunto de ferramentas da operação.

A ação afirma que a rede reduzia a barreira técnica para golpes em larga escala, permitindo que criminosos com pouco conhecimento criassem páginas convincentes e campanhas de smishing com rapidez. Em duas semanas de maio de 2026, 2,5 milhões de mensagens fraudulentas teriam sido enviadas a usuários Android.

O processo foi apresentado no Tribunal Distrital do Sul de Nova York e busca indenização e medidas para interromper a operação, com base em leis como RICO e Lanham Act. O FBI conduz ações paralelas, enquanto operadoras como AT&T, T-Mobile e Verizon colaboram no bloqueio de mensagens maliciosas.

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