A empresa de cibersegurança ofensiva, HackerSec, lançou recentemente uma grande atualização de sua plataforma de Pentest. Onde trás uma nova tecnologia que opera no modelo Pentest AI-Native, no qual um agente de IA assume a execução completa do testes ofensivos. Reconhecimento, enumeração, validações, explorações, confirmação de impacto e produção de evidências são conduzidos pelo agente, enquanto especialistas humanos apenas monitoram a operação e validam cada vulnerabilidade.
Os ataques também evoluíram. Cibercriminosos já utilizam agentes de inteligência artificial para automatizar reconhecimento, identificar vulnerabilidades e potencializar campanhas ofensivas em escala. Ao mesmo tempo, empresas de todos os setores aceleram o desenvolvimento com IA, gerando mais atualizações, mais código em produção e uma superfície de ataque em expansão constante. O pentest precisa acompanhar esse ritmo.
No modelo AI-Native, a inteligência artificial recebe o escopo, investiga o ambiente, interpreta as respostas dos sistemas, formula hipóteses e adapta sua estratégia conforme os resultados encontrados. O agente mantém o contexto de toda a operação e continua explorando diferentes caminhos até confirmar se uma vulnerabilidade é realmente explorável, permitindo que o pentest seja executado de forma completa, contínua e com menor dependência de intervenção humana.
No centro da plataforma está a Yaga, agente de pentest desenvolvido do zero pela HackerSec. A tecnologia utiliza um harness proprietário que coordena ferramentas, playbooks, múltiplas etapas de análise e diferentes modelos de inteligência artificial durante a mesma execução. Em vez de depender do raciocínio de um único modelo, a Yaga combina capacidades distintas para interpretar o alvo, selecionar técnicas, executar ataques autorizados e validar tecnicamente os resultados encontrados.
Os resultados publicados no YagaBench (benchmark da IA) demonstram o impacto dessa arquitetura multimodelo. A configuração de produção da Yaga, operando com quatro modelos combinados, solucionou 91,2% dos cenários black box, 94,6% dos cenários gray box e 93,5% dos cenários white box. O desempenho reforça que a vantagem da plataforma não está apenas nos modelos utilizados, mas na camada proprietária de orquestração ofensiva desenvolvida pela HackerSec.
“Nosso objetivo é alcançar, até o final do ano, mais de 98% de efetividade em todos os pentests AI-Native com a Yaga”, comenta o CEO da HackerSec, Andrew Martinez.
Os novos ambientes cibernéticos mudam em uma velocidade que já não combina com pentests pontuais, ciclos longos e alta dependência de execução manual. O modelo AI-Native permite que empresas realizem testes ofensivos com mais frequência, ampliem a cobertura e reduzam o tempo entre o surgimento de uma vulnerabilidade e sua identificação, mantendo especialistas humanos responsáveis pelo monitoramento e pela validação técnica dos resultados.



