A AWS e a Vercel corrigiram vulnerabilidades em plataformas de agentes de inteligência artificial que permitiam executar ferramentas sem uma autorização legítima do modelo. Em alguns cenários, comandos sensíveis podiam ser acionados sem que a IA analisasse ou aprovasse a operação.
As falhas fazem parte de um padrão chamado CoreBreak. O problema ocorria quando a infraestrutura interpretava uma chamada de ferramenta enviada pelo usuário como prova de que aquela ação havia sido produzida e autorizada pelo agente.
Na AWS, a CVE-2026-18830 afetava a API InvokeHarness do Amazon Bedrock AgentCore. Um usuário autenticado poderia adicionar uma chamada especialmente preparada ao final da requisição e acionar diretamente ferramentas disponíveis no ambiente.
Na Vercel, duas vulnerabilidades permitiam que código executado dentro de uma sandbox Linux alcançasse ferramentas disponíveis no sistema hospedeiro. As falhas foram registradas como CVE-2026-64650 e CVE-2026-64651.
Dependendo das permissões configuradas, um invasor poderia consultar segredos, interagir com APIs de nuvem ou executar operações relacionadas a implantações. Isso ampliava o impacto de códigos maliciosos processados por agentes de programação.
Não há confirmação pública de exploração em ataques reais. Empresas devem atualizar os componentes, limitar as ferramentas disponíveis aos agentes e tratar históricos, eventos e chamadas externas como entradas potencialmente maliciosas.



