Uma vulnerabilidade de alta gravidade no núcleo do WordPress pode transformar uma simples tentativa de login maliciosa em execução de código PHP no servidor. Batizada de XSS2Shell e registrada como CVE-2026-64638, a falha recebeu nota 8,9 no CVSS.
O problema começa como um cross-site scripting refletido na tela de autenticação. Um invasor sem conta pode enviar um nome de usuário especialmente preparado que passa pelos mecanismos de sanitização e acaba interpretado como conteúdo HTML pelo navegador.
A cadeia explora uma diferença na forma como funções do PHP e do próprio WordPress interpretam determinados caracteres. Isso permite inserir elementos controlados pelo atacante dentro da página de login e avançar para a execução de JavaScript no domínio do site.
O impacto aumenta quando um administrador já autenticado visita uma página preparada pelo invasor. Nesse cenário, a técnica pode abusar da sessão existente para autorizar credenciais de aplicativo e avançar até o envio de código PHP ao servidor.
O WordPress corrigiu o problema na versão 7.0.3, lançada em 6 de agosto. Patches também foram disponibilizados para diferentes ramificações anteriores, chegando até a linha 4.7.
Até a divulgação da pesquisa, não havia confirmação pública de exploração em ataques reais. A existência de detalhes técnicos, porém, torna a atualização prioritária para administradores de sites.



