Uma vulnerabilidade de execução remota de código no Zimbra Collaboration Suite está sendo explorada ativamente em ataques, permitindo que invasores não autenticados executem comandos no sistema operacional de servidores vulneráveis. A falha é rastreada como CVE-2026-73570.
O problema é uma injeção de comandos no componente de monitoramento SNMP. A exploração é possível quando o pacote opcional zimbra-snmp está instalado, as notificações SNMP estão habilitadas pelo parâmetro snmp_notify e o serviço swatchdog está em execução.
Um invasor pode enviar requisições SMTP especialmente preparadas para explorar a sanitização inadequada de dados processados pelas notificações SNMP. O ataque não exige credenciais nem interação de usuários e pode executar comandos com os privilégios da conta zimbra.
Na prática, o acesso pode ser utilizado para instalar web shells, alterar configurações, roubar informações armazenadas nas caixas de e-mail ou manter persistência no servidor.
A vulnerabilidade afeta versões do Zimbra Collaboration anteriores à 10.1.20, que recebeu a correção em julho de 2026. A classificação CVSS atribuída pela autoridade responsável pelo registro é 8,9, de gravidade alta.
O CERT Polska confirmou exploração ativa e recomenda a atualização imediata. Em 21 de agosto, a CISA também adicionou a CVE-2026-73570 ao catálogo de vulnerabilidades conhecidas e exploradas, reforçando a urgência da correção.



