O Einstein Hospital Israelita confirmou que foi alvo de um ataque cibernético que resultou na obtenção de parte da sua base de dados de pacientes. As informações incluem nome, CPF e data de nascimento, e podem conter prescrições e resultados de exames.
A suspeita do incidente surgiu em 4 de agosto, e o caso só se tornou público em 8 de outubro. São dois meses entre a primeira detecção e o aviso aos pacientes, intervalo que o hospital associa à apuração, ainda em curso.
O atendimento não parou. O hospital afirma que as plataformas e os sistemas de prontuário eletrônico continuaram operando normalmente. O acesso atingiu a base de dados, não a operação clínica.
Parte relevante do volume obtido corresponde a documentos avulsos, muitos sem possibilidade de identificação, segundo o hospital. Os dados estavam armazenados de forma fragmentada em bases descentralizadas, o que dificulta medir o alcance da exposição.
Até agora o Einstein não identificou evidências de que o material tenha sido divulgado ou usado de maneira imprópria. O monitoramento segue ativo e será mantido enquanto a investigação avança.
O caso foi comunicado à Autoridade Nacional de Proteção de Dados e levado à Polícia Federal. Os pacientes afetados estão sendo avisados individualmente por e-mail, e o hospital montou uma estrutura para atender quem teve os dados acessados.
O número de afetados não foi divulgado, e o hospital não informou como os invasores entraram nem se houve pedido de resgate. Dado de saúde é a categoria mais sensível prevista na LGPD, e ao contrário de uma senha, exame e prescrição não se trocam depois de expostos.



