A Microsoft divulgou em 13 de outubro uma falha no Windows SmartScreen que permite a um atacante com acesso local elevar o próprio privilégio no sistema. Registrada como CVE-2026-85851, recebeu nota 7.8 na escala CVSS e classificação Important.
O problema é um use after free, da categoria CWE-416. O componente acessa memória já liberada, e outra operação pode reaproveitar esse espaço, o que leva a corrupção de memória e a comportamento fora do previsto.
Para o ataque funcionar, basta acesso local e algum privilégio já concedido no dispositivo. Não há interação do usuário envolvida, e a complexidade de ataque é baixa pela própria classificação da Microsoft.
A elevação parte de integridade baixa e chega a integridade média, o nível em que roda a sessão comum do usuário. É o degrau que interessa a quem já conseguiu execução em contexto restrito, sem acesso confirmado de administrador ou SYSTEM.
Uma segunda falha no SmartScreen saiu no mesmo dia, a CVE-2026-83504, de nota 4.7. É uma condição de corrida TOCTOU que expõe memória heap de processo privilegiado e exige vencer a corrida. A fonte não aponta cadeia entre as duas.
São afetados o Windows 11 nas versões 23H2, 24H2, 25H2, 26H1 e 26H2, em x64 e ARM64, e o Windows Server 2025, incluindo o Server Core. A correção vem no KB5126653 para o 23H2, no KB5127648 para 24H2, 25H2 e 26H2, no KB5127646 para o 26H1 e no KB5126646 para o Server 2025.
A orientação é instalar o pacote correspondente à versão e à arquitetura de cada dispositivo e conferir o resultado nos registros de atualização. Não há mitigação alternativa publicada, e a Microsoft avalia a exploração como menos provável, sem registro de ataque.



