O FBI confirmou em 1º de novembro de 2026 que cibercriminosos norte-coreanos roubaram mais de 6 bilhões de dólares em ativos virtuais da Binance, em um ataque ocorrido por volta de 29 de outubro. O alerta de segurança da agência atribui a operação ao grupo que ela rastreia como TraderTraitor.
O documento do FBI não identifica vulnerabilidade explorada, família de malware nem a cadeia técnica completa do ataque. A confirmação oficial trata de autoria, não de mecanismo. Pela reconstituição da TRM Labs citada nas primeiras reportagens, carteiras em dez blockchains foram drenadas e a maior parte do valor saiu em cerca de 20 minutos.
Não é a primeira vez que o grupo aparece em um caso desse porte. O FBI já havia ligado o TraderTraitor ao roubo de cerca de 1,5 bilhão de dólares na Bybit, em fevereiro de 2025, que era o recorde do setor antes deste. A Binance estimou o próprio prejuízo em cerca de 6,3 bilhões de dólares.
A corretora informou ter coberto 95% dos tokens roubados, repondo os ativos dos clientes com recursos próprios. Isso não equivale a recuperar o dinheiro do atacante, e a parcela restante envolve ativos menos líquidos, mais difíceis de obter no mercado para completar a reposição.
Sobre o destino dos valores, o FBI separa o que observou do que projeta. A conversão do montante roubado em Ethereum está confirmada. A expectativa de que os fundos passem por plataformas de finanças descentralizadas e por serviços de troca instantânea é avaliação da agência, não fato verificado.
A investigação reúne o FBI, o Serviço Secreto dos Estados Unidos e a divisão de investigação criminal do IRS. A Binance projetou restabelecer os saques em fases a partir de 1º de novembro, depois de ter suspendido a operação em várias redes na noite de 29 de outubro.
As autoridades pedem que corretoras, empresas de análise de blockchain, provedores de finanças descentralizadas e operadores de nós bloqueiem transações ligadas aos endereços do atacante, incluindo as derivadas deles. Quem foi afetado deve registrar o caso no centro de queixas de crimes na internet do FBI, que também alerta não manter parceria com empresas privadas de recuperação de criptomoedas, oferta recorrente depois de incidentes desse tipo.



