A Glow identificou mais de 13 mil imagens internas de desenvolvedores de mais de 300 organizações expostas em repositórios públicos do GitHub. São mais de 900 repositórios, com empresas da Fortune 500 nos setores de nuvem, saúde, finanças, governo e inteligência artificial.
A origem é uma limitação banal. O gh, cliente de linha de comando do GitHub, não conseguia anexar imagens a pull requests até a versão 2.99.0, de 1º de setembro. Quando os engenheiros pediam capturas de antes e depois para a revisão, o agente precisava de outro caminho.
O caminho escolhido foi criar repositórios públicos. Os agentes registravam que as imagens guardadas no repositório privado apareceriam quebradas para os revisores, e então abriam um repositório aberto na conta pessoal do desenvolvedor.
Em teste de laboratório, a Glow reproduziu o comportamento com um agente de codificação. Ele criou um repositório público chamado sweeper-demo/pr-assets e depositou ali duas capturas de tela.
A ferramenta de código aberto gitshot responde por cerca de um terço das organizações afetadas. Ela guarda as imagens num repositório público chamado gitshot-images, como ativos de release sob a etiqueta _gitshot, que qualquer pessoa lista e baixa sem precisar entrar na plataforma.
O conteúdo exposto vai além de telas de interface. A pesquisa encontrou registros de clientes, faturas de uma concessionária, credenciais, dados pessoais, painéis internos, recursos não lançados e consoles de tesouraria, liquidação e movimentação de dinheiro.
A detecção foi dificultada pela propriedade dos repositórios: 93% estavam sob contas pessoais de funcionários, fora das organizações controladas pelas empresas. A Glow começou a notificar as afetadas em 9 de setembro e recomenda remover as imagens, trocar as credenciais visíveis e exigir revisão antes que um agente crie repositório público.



