Agentes de IA recomendam repositórios maliciosos para distribuir malware

Uma campanha chamada AgentBaiting está usando falsas extensões de inteligência artificial para induzir agentes e desenvolvedores a instalar malware. A operação FakeGit reúne cerca de 7.600 repositórios maliciosos no GitHub, dos quais mais de 800 se apresentam como Skills ou servidores MCP legítimos.

A investigação identificou aproximadamente 6.600 perfis envolvidos, incluindo 1.400 contas relacionadas a ferramentas e fluxos de IA. A atividade cresceu em março e atingiu o pico em abril de 2026, quando quase 300 repositórios temáticos foram criados.

Os invasores copiam projetos conhecidos, imitam perfis de desenvolvedores e acumulam estrelas e forks para transmitir credibilidade. Arquivos README bem elaborados orientam o usuário a baixar pacotes ZIP e executar programas apresentados como instaladores comuns.

O diferencial do AgentBaiting é explorar a descoberta automática de recursos. Em testes, Claude Code, Gemini e ChatGPT localizaram repositórios da campanha durante buscas por ferramentas, sem receber previamente um link malicioso, e chegaram a apresentar instruções criadas pelos atacantes.

Os pacotes distribuem o SmartLoader, que estabelece persistência no Windows e baixa componentes adicionais. A cadeia termina com a instalação do StealC, malware especializado no roubo de informações.

Entre os dados visados estão senhas de navegadores, cookies, sessões autenticadas, credenciais de e-mail e acesso remoto, informações de extensões, capturas de tela e detalhes do computador. Sessões ativas podem permitir invasões mesmo após a troca da senha.

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