Banco Central impõe limite de R$ 15 mil para reforçar segurança no Pix e TED

O Banco Central anunciou uma nova medida de segurança para o sistema financeiro brasileiro com a imposição de um limite de R$ 15 mil para transações via Pix e TED realizadas por instituições de pagamento não autorizadas ou conectadas por meio de prestadores de serviços de tecnologia. A decisão vem em resposta à crescente preocupação com fraudes e ataques cibernéticos. Segundo Gabriel Galipolo, presidente do Banco Central, a nova regra tem como objetivo dificultar operações de grandes valores feitas de forma irregular.

A limitação obriga que criminosos dividam transações em múltiplos envios o que aumenta as chances de detecção por sistemas de monitoramento bancário. Galipolo destacou que o foco da medida é combater a atuação de organizações criminosas que exploram brechas em integrações terceirizadas para movimentar grandes quantias de dinheiro. A decisão busca proteger não apenas as instituições financeiras mas também os usuários finais. Além disso o Banco Central antecipou o prazo para que instituições de pagamento passem a operar com autorização oficial da autarquia. Antes previsto para dezembro de 2029 o novo limite é maio de 2026 acelerando a formalização de empresas que atuam no setor.

A medida também se estende a conexões indiretas ao sistema financeiro como fintechs que utilizam plataformas terceirizadas para se integrar ao Sistema de Pagamentos Brasileiro. A ideia é garantir mais controle e reduzir riscos em um ambiente cada vez mais digital e interconectado. O BC ainda anunciou que prepara novas regras para o setor de criptoativos especialmente no que diz respeito ao uso de stablecoins.

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