A Cloudflare anunciou a mitigação do maior ataque DDoS da história, com um pico impressionante de 11,5 terabits por segundo (Tbps). A investida durou cerca de 35 segundos e foi contida sem qualquer impacto perceptível nos serviços online protegidos pela empresa. O ataque foi caracterizado por uma enxurrada de pacotes UDP, um método comum de sobrecarregar servidores com tráfego malicioso.
Embora inicialmente tenha parecido originado do Google Cloud, a análise revelou que a ação partiu de uma combinação de dispositivos IoT comprometidos e diversos provedores de nuvem. Com tamanho volume de tráfego, o objetivo claro era colapsar a infraestrutura de internet do alvo, tornando serviços inacessíveis. Para se ter uma ideia da dimensão, o tráfego seria suficiente para transmitir milhares de filmes em alta definição simultaneamente. Este incidente ocorre em meio a uma sequência crescente de ataques DDoS recordes. Em junho de 2025, a Cloudflare já havia neutralizado um ataque de 7,3 Tbps. No total, apenas na primeira metade de 2025, a empresa afirma ter mitigado mais de 27 milhões de ataques, superando os números de todo o ano anterior. Especialistas, no entanto, alertam que o tamanho do ataque não é o único fator relevante.
Campanhas prolongadas, com múltiplos vetores e complexidade técnica, têm maior capacidade de gerar impactos reais em serviços e usuários. Segundo a Cloudflare, nenhum cliente foi afetado. Os sistemas automatizados de defesa foram suficientes para lidar com o volume extremo sem necessidade de intervenção manual. A empresa não revelou o alvo do ataque, mas reforçou que a estrutura de mitigação foi capaz de absorver o tráfego em tempo real. Esse tipo de capacidade demonstra a importância crescente de soluções robustas de defesa contra DDoS.



