EUA correm para renovar lei que ajuda empresas e governo a combater ataques cibernéticos

Nos Estados Unidos, uma lei importante que ajuda empresas a trocarem informações com o governo sobre ataques cibernéticos está prestes a vencer. A chamada Lei CISA, criada em 2015, permite que empresas compartilhem dados sobre ameaças com o governo, sem medo de processos. Em troca, o governo também avisa as empresas quando detecta tentativas de invasão.

Agora, o Congresso americano está discutindo a renovação dessa lei até 2035, mas o processo está travado no Senado. A proposta já foi aprovada por uma comissão da Câmara, mas enfrenta resistência de alguns políticos que querem mudanças no texto antes de liberar o avanço. Se a lei não for renovada até o fim de setembro, o risco é que essa rede de proteção contra ciberataques enfraqueça. Isso porque empresas podem deixar de colaborar com o governo por medo de expor dados sensíveis ou sofrer processos judiciais. A nova versão da lei inclui atualizações importantes, como a inclusão de ameaças com uso de inteligência artificial e reforços nas regras de privacidade.

O objetivo é modernizar a proteção cibernética diante de ataques cada vez mais sofisticados. Especialistas alertam que, sem essa cooperação entre setor público e privado, o combate a ciberataques pode ficar mais lento e menos eficaz. Setores críticos como energia, saúde, bancos e transporte ficariam mais vulneráveis. Apesar da importância da lei, parte dos senadores quer garantir que o governo não use esse tipo de ferramenta para interferir em redes sociais ou controlar conteúdos online, o que acabou gerando atraso na votação.

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