A Amazon corrigiu uma vulnerabilidade no agente do AWS Systems Manager que permite a um atacante autenticado contornar as restrições de encaminhamento de porta. Identificada como CVE-2026-89049, a falha foi divulgada em um comunicado publicado no GitHub.
O agente mantém uma lista de bloqueio para endereços link-local, justamente para impedir que sessões de encaminhamento alcancem serviços internos da instância. O problema é que essa proteção não valida representações equivalentes de um mesmo endereço.
Na prática, basta escrever o endereço bloqueado de outra forma para que a verificação deixe de reconhecê-lo. Com isso o atacante chega ao serviço de metadados da instância EC2, disponível no endereço 169.254.169.254.
Esse serviço entrega credenciais temporárias associadas ao perfil da instância. De posse delas, o invasor passa a fazer chamadas à API da AWS de fora da máquina comprometida, com o alcance definido pelas permissões do papel IAM atribuído.
Estão afetadas as versões anteriores à 3.3.4851.0 do agente. A correção está na própria 3.3.4851.0 e nas versões seguintes.
Além de atualizar, a AWS recomenda revisar builds derivados do agente e restringir o acesso ao documento AWS-StartPortForwardingSessionToRemoteHost, usado para abrir as sessões de encaminhamento.
A empresa orienta ainda auditar as atividades do Session Manager em busca de uso indevido e revisar os papéis IAM das instâncias, aplicando o princípio do menor privilégio para limitar o que credenciais expostas conseguem alcançar.



