A WatchGuard corrigiu três falhas nos seus pontos de acesso, duas delas críticas, que permitem executar comandos no sistema operacional do equipamento. As versões de firmware 1.0 até 3.4.7 são afetadas, e o conserto está na 3.4.8.
A mais grave é a CVE-2026-86102, com nota 9.3 na escala CVSS. É uma injeção de comando no serviço interno de API de gerenciamento, e um invasor com acesso de rede ao equipamento vulnerável consegue disparar comandos arbitrários de shell.
O ponto decisivo é que ela não exige autenticação. Basta alcançar o dispositivo pela rede para executar comandos no sistema que sustenta o ponto de acesso, sem senha, sem sessão válida e sem qualquer interação de um administrador.
A segunda crítica, a CVE-2026-101891, também com 9.3, é de controle de acesso inadequado no mesmo serviço interno. Ela permite que um invasor não autenticado interaja com funcionalidades que deveriam estar protegidas, abrindo caminho para comprometer o aparelho ou a rede.
A terceira, a CVE-2026-87969, tem nota 8.6 e é uma injeção de comando pela interface de diagnóstico em linha de comando. Diferente das outras duas, exige privilégios de administrador autenticado.
O risco não se limita ao equipamento. Um ponto de acesso comprometido vira apoio dentro da rede corporativa, com visibilidade do tráfego e posição para alcançar outros sistemas.
A divulgação é de 28 de setembro. Segundo o material publicado naquela data, não havia evidência pública de exploração ativa nem prova de conceito disponível. A atualização do firmware para a versão 3.4.8 é a medida indicada para as três falhas.



