FBI revela esquema de infiltração ligado a espionagem e roubo de dados

O FBI e governos aliados emitiram um alerta sobre trabalhadores de tecnologia ligados à Coreia do Norte que usam identidades roubadas para conseguir empregos remotos e acessar redes corporativas. Os salários recebidos são enviados a agências norte-coreanas e ajudam a financiar programas militares do país.

Os operadores falsificam documentos, nacionalidade, histórico profissional e perfis em plataformas de contratação. Ferramentas de inteligência artificial também são usadas para produzir currículos, mensagens e imagens mais convincentes.

Intermediários em outros países podem participar de entrevistas, disponibilizar contas bancárias e receber equipamentos enviados pelas empresas. Nas chamadas “fazendas de laptops”, os computadores corporativos permanecem ligados para serem acessados remotamente pelos trabalhadores no exterior. VPNs, softwares de acesso remoto e redes de proxies ajudam a ocultar a localização real.

Os profissionais procuram vagas em desenvolvimento web, aplicativos móveis, software e blockchain, áreas que frequentemente oferecem acesso a código-fonte e ambientes internos.

A presença desses trabalhadores representa risco de ameaça interna. Autoridades relacionam o esquema a retirada de dados, roubo de criptomoedas e acesso a informações confidenciais, além da geração de receita para contornar sanções internacionais.

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