Governo Trump Avança com Plano Nacional de Defesa Cibernética

A administração Trump está em fase final de elaboração de um novo plano nacional de cibersegurança, que visa fortalecer as defesas digitais dos Estados Unidos diante do crescimento das ameaças cibernéticas. A proposta, ainda não publicada oficialmente, foi discutida por autoridades durante um evento em Washington e deve nortear as ações federais nos próximos anos. A estratégia será baseada em seis pilares centrais, segundo Sean Cairncross, diretor nacional de cibersegurança. Entre os principais objetivos estão modernizar os sistemas do governo, aumentar a resiliência das infraestruturas críticas e impor custos operacionais mais altos para agentes adversários, dificultando ataques cibernéticos contra os EUA.

Um dos pontos mais aguardados é a regulamentação da CIRCIA (Cyber Incident Reporting for Critical Infrastructure Act), que exigirá que empresas de setores estratégicos relatem incidentes cibernéticos em até 72 horas. A finalização das regras pela CISA foi adiada para maio de 2026. O plano também contempla a criação de um centro nacional de inteligência sobre ameaças de IA, o AI‑ISAC, com o objetivo de reunir o setor público e privado no compartilhamento de dados sobre riscos envolvendo sistemas de inteligência artificial em infraestruturas críticas. Paralelamente, a Casa Branca está trabalhando em um quadro de política de segurança para IA, que incluirá diretrizes sobre uso seguro e responsável de sistemas de inteligência artificial em aplicações governamentais, equilibrando inovação tecnológica com medidas de proteção robustas.

A administração Trump também propõe substituir o antigo CIPAC (Critical Infrastructure Partnership Advisory Council) por uma nova estrutura chamada ANCHOR, voltada a melhorar a colaboração entre governo e empresas privadas na resposta a incidentes cibernéticos e resiliência operacional. Autoridades ressaltam que o plano se concentra não apenas na resposta a ameaças, mas também na prevenção e dissuasão, visando proteger desde sistemas federais até ativos estratégicos em setores como energia, transporte, saúde e comunicações.

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