O Departamento de Justiça dos Estados Unidos acusou um jovem de 22 anos, de operar uma das botnets mais potentes já identificadas. Ethan J. Foltz é apontado como o responsável pela criação e administração da RapperBot, usada em ataques massivos de negação de serviço (DDoS). Conhecida também como Eleven Eleven Botnet, a rede maliciosa estava ativa desde 2021 e foi usada para mais de 370 mil ataques DDoS, atingindo cerca de 18 mil alvos em mais de 80 países, incluindo redes governamentais e empresas de tecnologia.
A infraestrutura da botnet infectava entre 65 mil e 95 mil dispositivos conectados à internet, como roteadores Wi‑Fi e gravadores de vídeo digital. Esses dispositivos eram controlados remotamente para gerar tráfego de ataque que ultrapassava 2 terabits por segundo, com picos que podem ter superado os 6 Tbps. Entre os alvos confirmados estavam uma rede do governo dos EUA, a rede social X (antigo Twitter), prestadoras de serviços para o Departamento de Defesa, além de instituições em países como China, Japão, Irlanda e Hong Kong. Em 6 de agosto de 2025, agentes federais executaram um mandado de busca na casa de Foltz, onde confiscaram equipamentos e tomaram controle da infraestrutura da RapperBot, encerrando sua operação.
Foltz foi formalmente acusado por “auxílio a invasões computacionais” e pode enfrentar uma pena de até 10 anos de prisão se condenado. Ele teria vendido o serviço de botnet sob demanda, lucrando ao permitir que terceiros contratassem ataques por meio de um painel de controle online. Essa operação faz parte da iniciativa internacional Operation PowerOFF, liderada por agências como o FBI e a Europol, com o objetivo de desmantelar redes de botnets e serviços de ataques DDoS-for-hire ao redor do mundo.



