Malware ligado ao Irã usa BLUERABBIT para criptografar arquivos

Pesquisadores associam o malware a um ator de ameaças com vínculos ao Irã.

A ferramenta foi escrita em Go e projetada para se misturar ao tráfego normal de redes corporativas, dificultando a detecção por equipes de segurança.

O BLUERABBIT se destaca por reunir funções típicas de ransomware e wiper.

Ele pode criptografar arquivos, roubar informações antes do bloqueio e, quando acionado pelos operadores, destruir unidades inteiras do sistema comprometido.

Para manter persistência, o malware cria uma tarefa agendada chamada “OneDrive Update”, tentando se passar por um serviço legítimo da Microsoft.

A tarefa é reiniciada a cada 60 segundos e continua ativa mesmo após reinicializações do Windows.

A comunicação com os operadores ocorre por meio do RabbitMQ, sistema de mensagens usado em ambientes corporativos.

Quando usado para destruição, o BLUERABBIT altera arquivos críticos de inicialização e configurações do Windows para impedir recuperação automática.

Em seguida, pode sobrescrever discos, tornando a restauração dos dados inviável sem backups externos confiáveis.

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