Um novo malware para Android chamado Manic combina recursos de trojan bancário, spyware e controle remoto do aparelho. A ameaça chama atenção por conseguir enviar dados roubados por meio de outros celulares infectados próximos, mesmo quando o dispositivo original está sem acesso direto à internet.
O Manic está ativo pelo menos desde fevereiro de 2026 e permanece em desenvolvimento. Em julho, novas versões passaram a adotar técnicas adicionais contra análise, carregamento de código na memória e mecanismos voltados ao roubo de credenciais de bloqueio.
O malware monitora 169 aplicativos, incluindo bancos, serviços de pagamento, carteiras e corretoras de criptomoedas, autenticadores, mensageiros, navegadores e plataformas governamentais de identidade digital.
Um dos recursos mais incomuns permite capturar PINs sem exibir uma tela bancária falsa completa. O Manic posiciona uma camada transparente sobre o teclado numérico do aplicativo legítimo, registra os toques da vítima e depois reproduz os mesmos comandos usando os Serviços de Acessibilidade do Android.
A ameaça também funciona como keylogger, intercepta SMS e notificações e pode coletar senhas, códigos temporários e frases de recuperação. Sessões via WebRTC permitem ainda que os operadores visualizem a tela e interajam remotamente com o dispositivo comprometido.
Usuários devem evitar instalar APKs de fontes desconhecidas e desconfiar de aplicativos que solicitam acesso aos Serviços de Acessibilidade, notificações ou controle amplo do aparelho sem necessidade clara.



