A NVIDIA anunciou em 28 de setembro a Open Agent Safety Platform, conjunto de ferramentas para conter agentes de IA autônomos que acessam modelos, ferramentas, ambientes de execução de código, dados, redes e sistemas corporativos.
A plataforma tem duas peças. O OpenShell é um runtime de código aberto, sob licença Apache 2.0, que executa agentes em ambiente isolado, com separação em nível de kernel.
A segunda é o NVIDIA Sentry, que leva o monitoramento e a aplicação de políticas para dentro das unidades de processamento de dados BlueField, criando um ponto de controle fora da máquina que hospeda o agente.
Essa separação é o argumento central do anúncio. Com o controle em hardware distinto, a verificação não depende do mesmo sistema que executa o agente e continua valendo caso o ambiente dele seja subvertido.
A arquitetura é descrita em três camadas: a aplicação, com modelos, ferramentas, dados, prompts e scripts; o runtime, com monitoramento, governança e aplicação de política; e a infraestrutura, com computação, armazenamento, rede e bancos de dados.
O funcionamento previsto combina uma verificação antes da execução, que confere se a ação planejada está alinhada à política, com acompanhamento do comportamento em tempo real e restrição do que sai do previsto. A DPU BlueField-4 fica entre os agentes e os modelos de raciocínio.
A empresa afirma que mais de 100 organizações apoiam a iniciativa, sem nomeá-las. O anúncio não traz métrica de desempenho, comparação com outras abordagens nem resultado de teste independente. O conjunto é otimizado para processadores Vera e DPUs BlueField, com compatibilidade declarada para outros equipamentos.



