A INTERPOL anunciou em 22 de outubro o resultado da Operação Serengeti III, que prendeu 1.462 suspeitos e derrubou 10.909 redes maliciosas. A ação foi conduzida entre 29 de junho e 31 de agosto por agências de 21 países, sendo 20 africanos e os Estados Unidos.
O alvo foi fraude apoiada em tecnologia, ransomware, comprometimento de e-mail corporativo, golpes online e extorsão digital. Os investigadores recuperaram mais de US$ 105 milhões, associaram as redes a perdas acima de US$ 385 milhões e identificaram 65.929 vítimas.
Em Uganda, a polícia desmontou duas quadrilhas transnacionais e prendeu 365 estrangeiros suspeitos de fraude com investimento e previdência, o maior número de detenções de um país só na operação.
Em Angola, dois centros clandestinos de mineração de criptomoeda foram fechados, com nove presos, mais de 2.000 equipamentos de mineração e seis estações de transformação apreendidas. A infraestrutura elétrica foi avaliada em mais de US$ 1 milhão.
Na Nigéria, um suspeito foi preso por uma operação de phishing e comprometimento de e-mail corporativo que acumulou cerca de 2,1 milhões de endereços de e-mail. Outra investigação no país levou a mais uma prisão e rastreou a movimentação de US$ 2,4 milhões em recursos suspeitos.
Segundo Neal Jetton, diretor de cibercrime da INTERPOL, as redes criminosas operam sem considerar fronteiras e exploram a tecnologia para atingir vítimas em escala inédita. A operação teve apoio de empresas privadas, entre elas Group-IB, Kaspersky, Fortinet, Team Cymru e Meta.
A edição anterior, a Serengeti 2.0, foi executada em 2025 e resultou em 1.209 prisões, 11.432 redes derrubadas e US$ 97,4 milhões recuperados. Os números divulgados nesta quinta-feira são de prisões e apreensões, não de condenações, que dependem dos processos em cada país.



