Uma operação internacional derrubou a estrutura do ransomware KillSec e apreendeu cinco servidores com pelo menos 110 terabytes de dados roubados de vítimas. Três pessoas foram presas, entre elas um adolescente de 16 anos apontado como administrador e operador principal do grupo.
A ação foi coordenada pela Eurojust, com apoio da Europol, e reuniu autoridades de nove países: Bélgica, Finlândia, Alemanha, Grécia, Romênia, Espanha, Suíça, Reino Unido e Estados Unidos.
Foram oito buscas, realizadas na Espanha, na Grécia, no Reino Unido e na Romênia, de onde saíram provas e bens apreendidos. Além dos cinco servidores, as autoridades tomaram o controle dos domínios operados pelo grupo, incluindo o site onde os dados das vítimas eram publicados.
O KillSec atua desde 2024 e é ligado a quase mil incidentes de ransomware no mundo. O modelo é o de dupla extorsão: os dados são roubados antes da cifragem, e a ameaça de publicá-los soma pressão ao pedido de resgate.
Entre os alvos aparecem ambientes de tecnologia da área de saúde, setor em que a indisponibilidade dos sistemas tem efeito direto no atendimento a pacientes.
O volume apreendido dá a dimensão da operação. Os 110 terabytes correspondem ao material extraído das vítimas e mantido nos servidores para sustentar a segunda etapa da extorsão, quando o grupo ameaça tornar público o que levou.
A Europol preparou relatórios sobre a atividade do grupo, apoiou a articulação dos investigadores com parceiros do setor privado e rastreou movimentações de criptomoedas ligadas à operação.



