Spyware Pegasus mira usuários do WhatsApp

O WhatsApp afirmou ter interrompido uma nova onda de ataques de spear phishing associada ao NSO Group, empresa israelense conhecida pelo spyware Pegasus.

A atividade mirava um pequeno grupo de usuários e reacendeu a disputa judicial entre a Meta e a fabricante de ferramentas de vigilância.

A investigação foi iniciada após relatos de usuários e identificou contas ligadas à infraestrutura do NSO tentando induzir vítimas a clicar em links externos maliciosos.

A técnica é diferente de ataques zero-click, pois depende de interação da pessoa alvo.

Segundo a Meta, a campanha atingiu menos de dez usuários na Jordânia e no Líbano.

A empresa informou que não encontrou sinais de comprometimento bem-sucedido dos dispositivos, mas removeu contas e grupos usados para preparar a operação.

O caso é sensível porque ocorre após uma decisão judicial que proibiu o NSO de mirar o WhatsApp e seus usuários.

A Meta agora pede que a Justiça dos Estados Unidos considere a empresa em desacato por suposta violação dessa ordem.

A campanha teria usado domínios maliciosos ligados à infraestrutura de phishing atribuída ao NSO.

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