Recentemente, a televisão estatal do Irã foi invadida por hackers, interrompendo a programação para exibir vídeos que convocavam a população a protestar contra o governo. Embora a autoria ainda não tenha sido confirmada, autoridades iranianas apontaram Israel como provável responsável. O ataque acontece em meio a uma série de ciberofensivas recentes contra o Irã, incluindo o hackeamento do Banco Sepah e da Nobitex, maior corretora de criptomoedas do país.
No caso da Nobitex, os hackers roubaram mais de US$ 90 milhões em ativos digitais. Relatórios indicam que o Irã tem utilizado criptomoedas como alternativa para contornar sanções financeiras e apoiar suas estratégias geopolíticas, incluindo o desenvolvimento de tecnologias militares. Este ataque marca um novo patamar na guerra cibernética entre Irã e Israel. Enquanto isso, autoridades israelenses revelaram que o Irã tem sequestrado câmeras de segurança privadas em Israel para obter informações em tempo real, semelhante à tática usada pela Rússia na Ucrânia em 2022.
Dados recentes apontam que quase 40% dos ataques de negação de serviço (DDoS) realizados por hacktivistas em junho foram direcionados a Israel. Grupos como DieNet, Arabian Ghosts, Sylhet Gang e Team Fearless ameaçam expandir os ataques para os EUA, caso este entre diretamente no conflito. Relatórios também identificaram mais de 35 grupos pró-Irã conduzindo ataques coordenados contra Israel, enquanto menos de meia dúzia de grupos pró-Israel responderam. As ações incluem DDoS, invasões a sites governamentais e vazamentos de dados, muitas vezes acompanhados de exageros e campanhas de desinformação.



