Vulnerabilidade no Firefox expõe usuários do Tor Browser a ataques remotos

Uma vulnerabilidade no mecanismo JavaScript do Firefox pode permitir o comprometimento do Tor Browser apenas com a abertura de uma página maliciosa. A falha afeta versões sem as correções mais recentes e não exige downloads ou permissões adicionais.

Registrado como CVE-2026-10702, o problema permite executar código dentro do processo responsável por renderizar o conteúdo do navegador. A Mozilla classificou a vulnerabilidade como de alta gravidade.

A brecha está no compilador JIT SpiderMonkey, utilizado para transformar JavaScript em código nativo. Uma análise incorreta mantém uma referência para uma região de memória que já foi liberada, criando uma condição explorável.

Os Pesquisadores demonstraram que o erro pode fornecer leitura e gravação arbitrárias na memória. No Tor Browser, o comprometimento desse processo pode abrir caminho para ataques destinados a identificar o usuário ou atingir o sistema operacional.

A falha também foi usada como primeira etapa da cadeia IonStack contra um aparelho ARM64 com Android 17. Combinada à CVE-2026-43499 no kernel Linux, a exploração conseguiu elevar privilégios até o nível root.

A Mozilla corrigiu a vulnerabilidade no Firefox 151.0.3. O Tor Project incorporou atualizações de segurança na versão 15.0.19, que também atualizou o Firefox ESR e recebeu correções provenientes de versões mais recentes.

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